20 de dez. de 2007

ANDES-SN lança coletânea de charges



Ricardo Borges, jornalista do Sindicato Nacional, reúne charges publicadas no período dos (des)governos FHC e Lula



Nunca antes na história deste país os humoristas tiveram tanta matéria-prima para o riso. Basta rever os noticiários dos últimos anos: dólares na cueca, mensalões e mensalinhos, boiadas, sanguessugas, pizzas, malas e outros males.

“Haja Humor!!”. Esse desabafo é o título da coletânea de charges do jornalista da assessoria de imprensa do ANDES-SN, Ricardo Borges. A publicação será lançada no 27º CONGRESSO do ANDES-SN, em Goiânia-GO. As charges foram publicadas em jornais, cartilhas, panfletos, boletins impressos e eletrônicos do Sindicato, das seções sindicais e de sindicatos em todo o país.

Em 90 páginas, RBorges faz uma retrospectiva dos seus trabalhos nos últimos sete anos. Muita água, ou melhor, muita lama rolou nos subterrâneos da política nacional. Com olhar atento, o artista revela o absurdo e as contradições disfarçadas no cinismo dos políticos, em reformas maquiadas como produtos de marketing e outras “lulices”.

O chargista usa o humor como arma contra os desmandos e mamatas dos políticos tupiniquins e a arrogância do senhor das armas, George W. Bush. Em charges concisas, diretas e trabalhadas com recursos de computador, RBorges denuncia o desprezo dos poderosos de plantão e as conseqüências nefastas das políticas neoliberais. O livro é um convite a que o leitor saia do conformismo, pela trilha da indignação: um poderoso antídoto contra a apatia.

“Haja humor” para seguir em frente, na luta por um mundo com mais justiça social, mais solidariedade e menos corrupção na política.



Charge: instrumento de luta

A charge é uma das formas mais populares de humor gráfico. A palavra tem origem francesa: “charger”, lançar carga. Alcançou espaço nobre na imprensa brasileira, desde os tempos do regime imperial, abordando temas políticos, sociais ou econômicos. Vem sendo largamente utilizada pelos movimentos populares e sindicais pelo seu caráter crítico e analítico da realidade. É hoje uma valiosa ferramenta na construção de uma comunicação popular e democrática, voltada para a conscientização política dos leitores.




19 de dez. de 2007

ELEIÇÕES DO ANDES: Chapas devem se inscrever durante o 27º Congresso

As inscrições das chapas que disputarão a diretoria do ANDES-SN para o biênio 2008-2010 deverão ser protocoladas durante o 27º Congresso do ANDES-SN, que acontece de 14 a 20 de janeiro, em Goiânia. As eleições ocorrerão em maio, em calendário a ser definido durante congresso.

O presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo, destaca a importância das eleições diretas para a consolidação do Movimento Docente.

“Somos uma das poucas organizações nacionais que realizam eleições diretas para definir seus dirigentes. Por isso, é tão importante a participação de todos os professores nesse momento de realização da democracia”, conclama o sindicalista.

Paulo Rizzo defende que seria muito importante para contribuir com o fortalecimento da cultura democrática no país que todas as forças que pretendem organizar o Movimento Docente participassem das eleições diretas do Sindicato Nacional.

“Infelizmente, há um segmento que, após perder as eleições de 2004, decidiu criar um entidade paralela que funciona como ‘correia de transmissão’ do governo. Esse segmento não aceita a democracia praticada no sindicato”, critica o presidente do ANDES-SN.

4 de dez. de 2007

Nova metodologia visa garantir mais agilidade

O 27º CONGRESSO do ANDES-SN, que será realizado de 14 a 20 de janeiro, em Goiânia (GO), adotará a uma nova metodologia de trabalho, já testada e aprovada pela categoria docente no congresso anterior. O principal objetivo dessa nova metodologia é diminuir a distância temporal entre as discussões sobre um determinado tema nos grupos mistos e sua apresentação na plenária, tornando o processo deliberativo mais ágil e eficiente.

Conforme análise da diretoria do ANDES-SN, a metodologia empregada anteriormente na condução dos congressos tornava os processos de debate e deliberação excessivamente longos. "Como os grupos mistos não discutiam todos os textos de resolução, esses textos acabavam sendo remetidos à plenária, que os debatia em profundidade. Isso absorvia muito tempo", esclarece o secretário-geral do ANDES-SN, Luiz Henrique Schuch, um dos mentores da nova metodologia.

Ainda de acordo com análise da diretoria do ANDES-SN, a forma anterior de cronograma, com uma seqüência de grupos mistos seguida de uma seqüência de plenárias, distanciava sem necessidade o tema debatido nos grupos de sua apreciação nas plenárias. "A conseqüência é que a discussão ocorrida nos grupos era praticamente refeita na plenária", lembra o secretário-geral.

Outro problema diz respeito às resoluções aprovadas que tratavam dos princípios de ação do Sindicato Nacional e, portanto, já eram naturalmente reafirmados a cada novo congresso, a não ser que surgisse algum fato ou conjuntura nova. "A nova metodologia nos permite reduzir também o tempo gasto em discussões sobre princípios já cristalizados", explica.

Centralidade da luta
Outra modificação proposta é a inclusão de um novo tema para debate e deliberação: Centralidade da Luta, temporalmente situado após a Plenária do Tema 1 - Movimento Docente e Conjuntura. A proposta é definir logo no início do evento os principais eixos de luta que serão apontados pelo Sindicato à categoria. "Isso ajuda a deixar claro para a categoria qual é o foco da centralidade da luta no período", justifica o secretário-geral.

Schuch esclarece que, uma vez definida a centralidade da luta, os participantes podem focalizar sua atenção nos temas Políticas Sociais e Questões Organizativas e Financeiras. O último tema - Planos de Luta - será discutido nos grupos mistos no momento em que todos os delegados já estabeleceram o foco da ação do Sindicato e, nas políticas sociais, os elementos da realidade que merecem intervenção. "Isso permitirá debater e construir os planos de luta geral e de cada setor que tenham relação efetiva com a Centralidade da Luta e as Políticas Sociais, dando-lhes conseqüência nas ações do Sindicato", conclui Schuch.




3 de dez. de 2007

Evento definirá estratégias de luta para 2008

O 27º CONGRESSO do ANDES-SN será realizado de 14 a 20 de janeiro, em Goiânia-GO, com o tema central “Avançar na luta em defesa da Universidade Pública e dos direitos dos docentes”. Cerca de 450 delegados, observadores e convidados das 114 seções sindicais do ANDES-SN participarão dos debates que definirão a atuação do Sindicato no próximo ano.

O presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo, explica que o 27º CONGRESSO, por ter sido convocado no contexto de enfrentamento ao Reuni, não poderia ter outro tema, já que o programa do governo visa a ampliar o número de estudantes nas universidades federais sem o aporte suficiente de recursos e a contratação necessária de docentes. “Isso vai gerar uma expansão sem qualidade, com conseqüências negativas tanto para a formação dos estudantes quanto para a nossa profissão. Então, mais do que nunca, é necessário que o Movimento Docente fortaleça sua luta em defesa da escola pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada”.

Rizzo lembra que além das reformas educacionais, as universidades públicas federais têm vivido dias de autoritarismo. “Isso ficou bem evidente na maneira como grande parte dos reitores reagiu às manifestações de enfrentamento ao Reuni promovidas pelos estudantes. Presenciamos cenas lamentáveis de violência policial dentro dos campi, em vários pontos do País e simulacros de reuniões dos conselhos universitários, ocasionados pela obediência cega desses reitores ao governo. Atualmente, é isso que acontece: as decisões são tomadas de cima para baixo, os reitores obedecem ao governo e os conselhos universitários, aos reitores. Nesse esquema, a comunidade universitária não participa das decisões e a democracia na universidade pública não existe de fato”.

O presidente do ANDES-SN também alerta para a possibilidade da terceira etapa da reforma da Previdência. “Esse é um dos temas centrais da nossa luta em conjunto com outros setores do movimento sindical e social que não se deixaram cooptar pelo governo”, destaca. Ele lembra que o Sindicato Nacional também atua no processo de reorganização dos trabalhadores e na construção de uma agenda autônoma de enfrentamento das reformas neoliberais em curso no País.