Ricardo Borges, jornalista do Sindicato Nacional, reúne charges publicadas no período dos (des)governos FHC e Lula
Nunca antes na história deste país os humoristas tiveram tanta matéria-prima para o riso. Basta rever os noticiários dos últimos anos: dólares na cueca, mensalões e mensalinhos, boiadas, sanguessugas, pizzas, malas e outros males.
“Haja Humor!!”. Esse desabafo é o título da coletânea de charges do jornalista da assessoria de imprensa do ANDES-SN, Ricardo Borges. A publicação será lançada no 27º CONGRESSO do ANDES-SN, em Goiânia-GO. As charges foram publicadas em jornais, cartilhas, panfletos, boletins impressos e eletrônicos do Sindicato, das seções sindicais e de sindicatos em todo o país.
Em 90 páginas, RBorges faz uma retrospectiva dos seus trabalhos nos últimos sete anos. Muita água, ou melhor, muita lama rolou nos subterrâneos da política nacional. Com olhar atento, o artista revela o absurdo e as contradições disfarçadas no cinismo dos políticos, em reformas maquiadas como produtos de marketing e outras “lulices”.
O chargista usa o humor como arma contra os desmandos e mamatas dos políticos tupiniquins e a arrogância do senhor das armas, George W. Bush. Em charges concisas, diretas e trabalhadas com recursos de computador, RBorges denuncia o desprezo dos poderosos de plantão e as conseqüências nefastas das políticas neoliberais. O livro é um convite a que o leitor saia do conformismo, pela trilha da indignação: um poderoso antídoto contra a apatia.
“Haja humor” para seguir em frente, na luta por um mundo com mais justiça social, mais solidariedade e menos corrupção na política.
Charge: instrumento de luta
A charge é uma das formas mais populares de humor gráfico. A palavra tem origem francesa: “charger”, lançar carga. Alcançou espaço nobre na imprensa brasileira, desde os tempos do regime imperial, abordando temas políticos, sociais ou econômicos. Vem sendo largamente utilizada pelos movimentos populares e sindicais pelo seu caráter crítico e analítico da realidade. É hoje uma valiosa ferramenta na construção de uma comunicação popular e democrática, voltada para a conscientização política dos leitores.