O 27º CONGRESSO do ANDES-SN será realizado de 14 a 20 de janeiro, em Goiânia-GO, com o tema central “Avançar na luta em defesa da Universidade Pública e dos direitos dos docentes”. Cerca de 450 delegados, observadores e convidados das 114 seções sindicais do ANDES-SN participarão dos debates que definirão a atuação do Sindicato no próximo ano.
O presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo, explica que o 27º CONGRESSO, por ter sido convocado no contexto de enfrentamento ao Reuni, não poderia ter outro tema, já que o programa do governo visa a ampliar o número de estudantes nas universidades federais sem o aporte suficiente de recursos e a contratação necessária de docentes. “Isso vai gerar uma expansão sem qualidade, com conseqüências negativas tanto para a formação dos estudantes quanto para a nossa profissão. Então, mais do que nunca, é necessário que o Movimento Docente fortaleça sua luta em defesa da escola pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada”.
Rizzo lembra que além das reformas educacionais, as universidades públicas federais têm vivido dias de autoritarismo. “Isso ficou bem evidente na maneira como grande parte dos reitores reagiu às manifestações de enfrentamento ao Reuni promovidas pelos estudantes. Presenciamos cenas lamentáveis de violência policial dentro dos campi, em vários pontos do País e simulacros de reuniões dos conselhos universitários, ocasionados pela obediência cega desses reitores ao governo. Atualmente, é isso que acontece: as decisões são tomadas de cima para baixo, os reitores obedecem ao governo e os conselhos universitários, aos reitores. Nesse esquema, a comunidade universitária não participa das decisões e a democracia na universidade pública não existe de fato”.
O presidente do ANDES-SN também alerta para a possibilidade da terceira etapa da reforma da Previdência. “Esse é um dos temas centrais da nossa luta em conjunto com outros setores do movimento sindical e social que não se deixaram cooptar pelo governo”, destaca. Ele lembra que o Sindicato Nacional também atua no processo de reorganização dos trabalhadores e na construção de uma agenda autônoma de enfrentamento das reformas neoliberais em curso no País.
3 de dez. de 2007
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