“Se estivermos unidos, poderemos dar apoio uns aos outros na luta contra o capital internacional e as burguesias locais”, afirmou Pedro Montes, secretário-executivo da COB e uma das principais lideranças dos trabalhadores urbanos e rurais da Bolívia.
Mesmo tendo sido vítima de um atentado a bomba que deixou sua sede completamente destruída, no dia 24 de dezembro passado, a COB, ao lado da Conlutas e do ANDES-SN, participa ativamente da organização do Encontro Latino-americano e Caribenho de Trabalhadores, que será realizado em julho, em Betim (MG).
“Nossa expectativa é que as centrais de luta dos países desses continentes possam formar uma coordenadoria para atuar, principalmente, na formação de novos quadros sindicais na América Latina”, esclareceu Pedro Montez.
Enfrentamento ao governo
Apesar de apoiar o governo Evo Morales, a COB se mantém autônoma para cobrar políticas que favorecem os trabalhadores. “Apesar da origem popular, Evo tem deixado de atender a muitas reivindicações históricas dos trabalhadores”, explica.
Vivendo no país mais pobre da América Latina, os trabalhadores bolivianos convivem com uma dura realidade. O salário-mínimo pago no país é de apenas R$ 70 e a aposentadoria só ocorre aos 65 anos, apesar da expectativa de vida no país não ultrapassar os 60 anos. “Nós estamos organizando uma grande marcha para o mês de março, para reivindicar o aumento de 20% do salário-mínimo e a aprovação de uma nova Lei da Aposentadoria”, afirmou o secretário de finanças da COB, Ramiro Condori.
Honra para o ANDES-SN
Para o presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo, a participação dos dirigentes da COB foi importante para reforçar o processo de união dos trabalhadores no enfrentamento às políticas neoliberais e às tentativas de tratados de livre comércio, que os Estados Unidos tentam impor, isoladamente, aos países da América Latina.
“A COB é um exemplo porque é uma das principais centrais sindicais da América Latina, com larga história de luta e enfrentamento, que se mantém autônoma dos governos, mesmo que esses governos sejam de origem popular”.
Honra para o ANDES-SN
Para o presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo, a participação dos dirigentes da COB foi importante para reforçar o processo de união dos trabalhadores no enfrentamento às políticas neoliberais e às tentativas de tratados de livre comércio, que os Estados Unidos tentam impor, isoladamente, aos países da América Latina.
“A COB é um exemplo porque é uma das principais centrais sindicais da América Latina, com larga história de luta e enfrentamento, que se mantém autônoma dos governos, mesmo que esses governos sejam de origem popular”.
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